Ataque dos EUA na Síria mata 150 militantes

A coalizão liderada pelos EUA contra o Estado jihadista islâmico (IS) diz que matou até 150 militantes em ataques aéreos em uma sede na Síria.

Um comunicado disse que as greves ocorreram no sábado, perto de al-Shafah, no vale do rio Eufrates Médio, na província de Deir al-Zour, no sudeste.

Uma combinação de inteligência e observação de alvo contínuo garantiu que nenhum cidadão foi prejudicado, acrescentou.

Não houve confirmação do ataque da IS ou dos seus apoiantes.

A coalizão diz que o grupo perdeu 98% do território que apreendeu no Iraque e na Síria em 2014, quando proclamou a criação de um “califado”.

ESTÁ agora controla apenas pequenos poços de terra na Síria, incluindo uma parte do vale do Eufrates, onde está sendo atacado por uma aliança apoiada pelos EUA de combatentes curdos e árabes chamados de Forças Democráticas Sírias (SDF), bem como pró-profecias sírias forças governamentais apoiadas pela Rússia e pelo Irã.

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O comunicado da coalizão afirmou que as “greves de precisão” na sede da SI e no centro de comando e controle perto de al-Shafah vieram depois de uma extensa operação de inteligência que incluiu lutadores do SDF auxiliando na observação do alvo.

“A combinação de inteligência e os olhos contínuos no alvo não garantiram o envolvimento acidental de pessoal não-militar”, acrescentou.

Os militantes estavam “reunindo-se para o movimento” na sede antes que fosse atingido, de acordo com a coalizão, que disse que entre 145 e 150 morreram.

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“As greves sublinham a nossa afirmação de que a luta para libertar a Síria está longe de terminar”, disse o major-geral James Jarrard, comandante de operações especiais para a coalizão.

“Nossos parceiros SDF ainda estão fazendo progressos e sacrifícios diários, e juntos, ainda estamos encontrando, visando e matando terroristas [IS] com a intenção de manter seu controle extremista na região”.


Os comentários do general surgiram quando as forças turcas e os rebeldes sírios aliados continuaram uma ofensiva contra a milícia curda que domina o SDF – as Unidades de Proteção do Povo (YPG) – na região fronteiriça noroeste de Afrin.

A Turquia diz que a milícia é uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão proibido (PKK), que tem lutado pela autonomia curda na Turquia há décadas. O YPG nega quaisquer links organizacionais diretos com o PKK.